Agilidade às obras na BR 116, RS 118 e BR 448

29/04/2008 | 17:55

Durante quase uma década, o fantasma do Polão assombrou o Vale do Sinos e a Região Metropolitana. Concebido por governos anteriores, o Complexo Rodoviário Metropolitano encerraria com chave do ouro o processo de privatização das rodovias gaúchas, implantando no coração do Rio Grande quatro novas praças de pedágio. Duas delas, inclusive, premiariam a BR-116, em São Leopoldo e Sapucaia do Sul, no meio do caminho dos mais de 130 mil veículos que transitam do Vale do Sinos a Porto Alegre todos os dias. Obras para a construção de nova rodovia, no entanto, só depois de 15 anos de faturamento das concessionárias. Em março de 2006,o governo Lula anulou o decreto que previa a implantação dos pedágios, sepultando o Polão.

Evitar a privatização da BR 116, apesar de ser uma vitória decisiva da população, significou apenas uma batalha. É preciso ainda garantir melhorias na BR 116, a duplicação da RS 118 e a construção da Rodovia do Parque, a BR 448. Só este conjunto de obras poderá resolver o problema do esgotamento da principal estrada gaúcha, beneficiando não apenas os três milhões de habitantes dos municípios diretamente ligados à rodovia, mas todo Estado. Afinal, é a BR 116 que escoa 80% do PIB gaúcho, além de ser o principal acesso à capital gaúcha.

Pela importância destas três obras para o Rio Grande, não podemos cruzar os braços. Por isso, propusemos a criação de um comitê, já aprovado pela Mesa Diretora da Assembléia Legislativa, integrado por prefeitos, deputados estaduais e federais da região, senadores, ACI´s, CDL´s e sindicatos de trabalhadores, para acompanhar o andamento das obras. Liderado pelo Parlamento gaúcho, o comitê terá a função de fazer o gerenciamento político das obras junto aos governos estadual e federal e cobrar agilidade nos procedimentos.

Obtivemos um grande avanço até o momento, assegurando, inclusive, a inclusão da Rodovia do Parque no Programa de Aceleração do Crescimento. Sabemos, no entanto, que são obras complexas, caras e extensas. Não podemos permitir que obstáculos burocráticos emperrem ou dificultem o seu andamento. A tarefa do comitê será, justamente, detectar problemas, colaborar para buscar soluções e, sobretudo, cobrar do Poder Público o compromisso assumido com a população. A próxima etapa é organizar as representações da sociedade para que possamos dar início ao trabalho de acompanhamento destas obras fundamentais para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul.

Por Ronaldo Zülke.


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Comentários

Alessandro

19/03/2010 | 13:51

Acompanho seu trabalho referente duplicação RS/118, mas com a nova licitação em Sapucaia corremos o risco da mesma empresa que há seis anos se arrasta em Gravatai ganhar a licitação.
Qual a possibilidade de se impedir que esta empresa participe de mais esta etapa, se ela ganhar vamos estar na mão deles por mais 50 anos e talvez tenha aprontado 50% da obra da RS/118.

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